E-commerce, Otimização (SEO)

SEO para CEO`s: Nova atualização do Google, o que fazer?

Atualmente o Google é o maior site de busca e também a primeira opção quando precisamos obter alguma informação. Acumular imãs de geladeiras ou buscar em uma agenda impressa é coisa do passado. Hoje se você precisar de algo, basta “dar um Google”. No fim, seja como usuário (em busca de informação) ou como lojista (em busca de tráfego orgânico), acabamos ficando dependentes desta comodidade no dia a dia e todas as empresas precisam estar nas primeiras opções do resultado para diminuir a dependência de mídia paga.

Além de ser uma internet dentro da internet, o Google acaba sendo um empreendedor em série. Nos últimos anos ele vêm “investindo” em novos projetos, como por exemplo um Zoológico com Panda, Pinguim, Hummingbird e Pigeon (nome das principais atualizações dos últimos anos) e agora existem boatos que ele está indo para o cinema e ficção científica com as atualizações do FRED, Alien, Matrix e sabe-se lá o que mais está vindo por ai… A única coisa certa é que vai mudar e se não ficarmos antenados, os resultados na SERP (resultado orgânico) começa a cair e com eles todos os números: menos usuários encontram nossa loja, menos visitantes acessando e consequentemente menor a taxa de conversão, vendas e receita no final do mês. A única coisa que aumenta é a pressão em cima das metas e nas últimas linhas do DRE.

- Mas Leonardo, isso quer dizer que se eu não ficar de olho em todas as atualizações do Google eu posso perder todo o tráfego orgânico da minha loja e também essa receita originada através dele?

Não! Assim como nada vida, nem tudo acontece em três minutos igual ao miojo. No Google não é diferente e raramente acontece uma queda tão brusca nos resultados da SERP, entretanto, é como um problema de saúde. Ele dá um sinal e se não acompanharmos, ele vem se agravando até que afete drasticamente nossa condição de vida. Trazendo agora para o âmbito do e-commerce, podemos citar como exemplo a última atualização do Google divulgada nos últimos dias. A atualização diz que o algoritmo vai começar a levar cada vez mais em consideração o tempo de carregamento das lojas em dispositivos móveis. Ou seja, entre as centenas de variáveis que o Google analisa na hora de montar o rankeamento da SERP agora entra também a performance do mobile e, sim, se for muito ruim o tempo de carregamento pode afetar a relevância da loja e refletir na perda de posicionamento orgânico.

- Leonardo, então você está falando que eu tenho que sair correndo daqui e fazer uma versão mobile para minha loja pois o tempo de carregamento está muito alto?

Não! Nunca podemos ser extremistas. A primeira coisa a ser feita nesse sentido, é analisar o cenário atual e a representatividade dos acessos através de dispositivos móveis em nossa loja antes de tomar decisões drástica e aumentar investimentos desnecessários deixando as últimas linhas da planilha do DRE mais vermelhas. Por exemplo: atendemos um cliente que é líder mundial no segmento odontológico e possui uma loja virtual. 80% do público final dele é B2B e quem faz a compra é a secretária do dentista em horário comercial através do computador da empresa, que por sua vez está integrado com o estoque no ERP. Neste cenário, do que adianta o cliente fazer um investimento considerável em uma versão exclusiva mobile, se 80% da receita é feita através do desktop devido a necessidade operacional do negócio do cliente?

Hipoteticamente neste cenário, o investimento certamente aumentaria a responsabilidade do canal de trazer receita, as reuniões de diretorias ficarão mais tensas, as decisões que pareciam óbvias começarão a trazer dores de cabeça e pelo que tudo indica, o resultado de receita dos acessos mobile não virão como havia sido esperado. Nada adianta estar seguindo 100% todas as diretrizes do Google, se não analisarmos o cenário de uma forma 360. Ainda neste caso, o cliente teria ganho alguns pontos de relevância devido a experiência de carregamento em sua versão responsiva/mobile, que se atrelado a outras estratégias, teria melhorado o posicionamento orgânico e recebido mais acessos. Entretanto, o resultado só piorou pois ele está trazendo um público que não tem potencial de compra e acabou afetando outros indicadores, como por exemplo: Taxa de rejeição aumentou, taxa de conversão caiu, número de páginas diminuiu e assim por diante.

Como todos sabem e o próprio nome já diz, o Google é dono do Google Analytics, ou seja, ele acaba tendo acesso privilegiado a todas as informações após um usuário ter clicado no resultado orgânico e acessado sua loja. E neste momento, os pontos positivos que conseguimos investindo de forma precipitada em uma solução mobile e seguindo a nova orientação do Google, acaba se tornando um pesadelo. De forma muito genérica, ganhamos 3 pontos melhorando o tempo de carregamento da loja com a versão mobile e perdemos 12 devido as pioras na taxa de rejeição, conversão e páginas por sessão. Com isso, o Google que antes melhorou seu posicionamento na SERP mostrando para mais pessoas, agora vai rebaixar o posicionamento pois está indicando você e levando usuários que não estão ficando a loja.

A única certeza que temos é que virão novas atualizações a cada mês, semana ou dia e antes de sair tomando decisões e fazendo julgamentos sobre o que dá ou não dá certo, devemos analisar os cenários 360 e seus números. Temos que tirar proveito dos números que hoje temos a disposição e que tornam possível mensurar praticamente tudo.

EXTRAS PARA QUEM TEM MAIS 5 MINUTOS PARA LEITURA:

Pegando ainda a questão da última atualização do Google que leva em consideração o carregamento dos acessos através de dispositivos móveis e do exemplo que demos do cliente de odontologia. Naquele caso, talvez não fosse recomendado fazer um alto investimento em uma nova versão responsiva ou mobile, devido a concentração de receita ser via desktop e também pelo comportamento de 80% do público que faz a compra. Entretanto, ainda é possível fazer diversas análises onde o resultado de pequenas melhorias poderia potencializar e solucionar este tipo de problema. Por exemplo:

- Todos os navegadores de dispositivos móveis tem o mesmo tempo de carregamento? Se não, existe algum que está muito ruim e tornando esse KPI negativo para o Google?

- Os acessos através de dispositivos móveis se concentram em uma única resolução de tela? Se não, existe alguma que recebe maior parte dos acessos e pode ser corrigida?

- Todo mundo que acessa via celular tem o mesmo tempo de carregamento mobile? Se não, tem algum que está muito alto e afetando a média geral?

- Em termos de boas práticas de técnologia, os arquivos já estão comprimidos ou colocados em uma ordem de carregamento que não afete a renderização da página?

- Em termos de boas práticas gerais, as imagens foram otimizadas para não pesar muito no carregamento?

- A versão responsiva/mobile traz todas as informações e banners do desktop, ou possui um layout resumido e facilitado levando em consideração o momento do usuário?

Como é possível observar acima, existem N pontos antes de tomar uma grande decisão e esses são alguns exemplos de cenários que podem ser analisados no dia a dia.

Ainda levando em consideração o cliente de odontologia, outro insight que temos é que apesar de boa parte das compras serem concentradas no desktop, isso só acontece devido a uma necessidade operacional, ou seja, a secretária precisa ver o resumo do estoque no painel do ERP, descobrir o que é preciso comprar e depois acessar a loja ainda pelo mesmo computador em horário comercial pois as senhas de bancos, cartões e tudo mais. Levando tudo isso em consideração, agora podemos entender o porque o desktop representa 80% da receita. Isso não quer dizer que não devemos pensar em mobile, pelo contrário, caso exista a oportunidade junto ao cliente, é possível criar um APP integrado ao ERP que analisa o estoque, comportamento de compra recorrente mensal, comportamento de consumo e que traga notificações e sugestões de produtos de acordo com o comportamento daquele usuário. Com esse conjunto de inteligência, teríamos uma otimizado de tarefas operacionais permitindo que a secretária tenha acesso Web ou Mobile a um painel e por ali mesmo, seja possível já fazer as compras necessárias. Como eu disse, este hipotético cliente é lider mundial. Imagina se ele compra a ideia, cria a aplicação e disponibiliza um tablet gratuitamente com esse sistema para todos seus clientes comprarem facilmente seus produtos mensalmente.

Enfim, são apenas insights e análises em cima de um cenário hipotético mas que certamente pode aparecer no dia a dia após ler uma notícia ou cruzar um KPI rotineiro com a necessidade real do cliente.

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