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Mobile First: conheça Apps de sucesso que começaram primeiro no celular

Entenda o que é Mobile First e as vantagens que um aplicativo pode trazer para o seu negócio.

O mundo não é mais o mesmo. O ano de 2015 marca o ano em que o número de usuários de dispositivos móveis nos EUA deve ultrapassar o número de usuários utilizando computadores desktops e laptops. No mundo inteiro, cerca de 40% dos acessos à Internet deverão ocorrer de smartphones e tablets. Nessa nova realidade, faz sentido pensar na lógica do mobile first: ao invés de adaptar os conceitos e sistemas do universo dos computadores tradicionais para os dispositivos móveis, pensa-se primeiro em seu funcionamento em smartphones, para depois expandi-lo para os desktops.

Captura de Tela 2015-03-16 às 4.37.21 PM

mobile-first-featured-imagesO conceito de mobile first foi capitaneado pela Google, que desde 2010 já identificava que os smartphones passavam a ocupar o centro do universo computacional, devido à sua alta taxa de adoção. Nessa época, a empresa passou a chamar a atenção dos desenvolvedores para a importância de se pensar primeiro na mobilidade, para a seguir, evoluir para as arquiteturas mais tradicionais. Muitas vezes, quando um site ia para a versão mobile, apenas o design era adaptado para caber na tela menor – o que, geralmente, significava corte de conteúdo. Acontece que as prioridades de informação e a navegação são diferentes dependendo do contexto do usuário, e o site deve estar preparado para isso.

Esse conceito tem inspirado não só o design de web sites, mas também o desenvolvimento de aplicativos para celular. Agora eles são pensados para serem usados de forma móvel, e só depois serão levados a outras plataformas. Essa abordagem se tornou o segredo do sucesso de alguns dos apps de maior destaque hoje em dia. A seguir veremos alguns desses apps que surgiram primeiro no mundo móvel e que rapidamente bateram recordes.

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Confira 4 cases de sucesso que usaram o conceito de Mobile First:

WhatsApp

Lembra do ICQ? E do MSN Messenger? Pois é… Eles não estão mais entre nós. E o WhatsApp, já ouviu falar? Parece impressionante, mas em um mercado que parecia fadado ao esquecimento, o WhatsApp conseguiu uma penetração impressionante, acumulando 1 bilhão de usuários, que trocam diariamente 30 bilhões de mensagens entre si.

O Skype, um serviço mais completo e mais antigo, perdeu espaço para o novato por ter demorado a ajustar seu modelo de negócios ao mundo móvel. Por ter pensado desde o início em uma estratégia voltada ao uso de smartphones e a integração com suas agendas de contatos, o WhatsApp já ultrapassou o Facebook em número de usuários, inclusive tendo sido adquirido pelo gigante das redes sociais.

A disseminação do app de troca de mensagens e imagens se deu pela facilidade de adicionar os contatos: por meio de uma integração com a agenda do smartphone, o aplicativo rapidamente identificava quais contatos do usuários já utilizavam o WhatsApp, e ambos já estavam prontos para a troca de mensagens. O resultado? Domínio em um mercado que já parecia cansado e ultrapassado.

Instagram

Em um mundo aparentemente dominado pelas redes sociais, o Instagram conseguiu ganhar espaço pela proposta inovadora. A partir das imagens da câmera dos celulares, o aplicativo facilita a aplicação de efeitos de lentes profissionais e o rápido compartilhamento de imagens.

O segredo, no caso do Instagram, foi pensar em um sistema simples de bater fotos, aplicar efeitos, e rapidamente compartilhar as imagens, tudo diretamente do smartphone. Até então, o processo de compartilhamento de imagens em redes sociais era moroso e complicado. E a receita fez sucesso, entre usuários que cada vez mais valorizam imagens em detrimento de textos, levando o app a ser adquirido pelo Facebook.

Waze

O conceito de GPS como sistema de navegação não era novo, com nomes já estabelecidos como Garmin, Magellan e TomTom. Entretanto, enquanto esses grandes fabricantes percebiam desafios e oportunidades nos smartphones, o Waze já surgiu focado na integração do hardware de GPS, presente na maioria dos smartphones modernos, com a rede de dados móveis. O resultado foi um app brilhante, que fornece informações de tráfego em tempo real – alimentadas pelos próprios usuários do sistema.

O sucesso foi tanto que levou outro gigante da internet a adquirir a empresa: o Google! Embora também dispusesse de uma solução móvel, o Google não tinha aplicado o conceito de mobile first, tendo adaptado seu serviço Google Maps a uma versão para celulares.

Easy Taxi

Ao focar na mobilidade e na integração direta entre usuários dos serviços de táxi e os motoristas por meio de um aplicativo móvel, o Easy Taxi roubou o espaço de empresas há muito estabelecidas, com serviços de rádio táxi acionados por telefone. Combinando os serviços de localização disponíveis nos smartphones e o acesso à Internet, o app permite determinar qual táxi mais rapidamente pode atender o usuário, através da localização de ambos. Feita a triangulação, a solicitação é atendida em tempo real, com total transparência ao usuário que solicitou o serviço.

O projeto recebeu investimentos e se diferenciou das iniciativas de empresas do porte da Google, que até então tinha focado no transporte coletivo ou por automóvel próprio.

Como exemplificado acima, os aplicativos criados no conceito de mobile first contam com um potencial gigantesco de crescimento rápido, muitas vezes ofuscando empresas já estabelecidas em seus setores. Como já apontado pela Google anos atrás, parte disso se dá pela rápida adoção dos smartphones; outra parte, entretanto, tem a ver com as características dos dispositivos móveis, ao integrarem muitos recursos em um mesmo dispositivo (GPS, câmera, Bluetooth, etc.).

Por isso, ao buscar um projeto para desenvolvimento, siga a receita do sucesso: pense primeiro na mobilidade. Vamos Avanti?
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